Aproveitando o embalo do primeiro post do blog, no
qual eu elogiei a iniciativa do diretor criativo de God of War em não se render
ao que já se tornou uma tendência no mercado de games; que é o desmembramento
dos jogos para ser vendido em partes, através de DLC's. Principalmente no que
diz respeito a história...
Vamos falar de mais uma notícia acerca do assunto que me encheu de
esperança.
No mesmo post, citei Skyrim como exemplo do meu primeiro contato com tal
prática.
Pois é, acontece que a produtora do jogo, Bethesda Software, que
recentemente anunciou seu mais novo jogo, Rage 2, anunciou também que não vai
inserir microtransações na sua atual empreitada.
Microtransações in-game teve sua implementação inicialmente em jogos
mobile, como uma forma de gerar renda para os desenvolvedores, uma vez que a
maioria dos jogos para essa plataforma são distribuídos de forma gratuita, ou
por um preço simbólico. O que gerou a prática que ficou conhecida com Pay2Win, onde
o jogador que desembolsa grana de verdade tem uma vantagem sobre outros que
decidem não fazê-lo.
Mas não demorou muito para que o retorno financeiro gerado por essas
transações chamasse a atenção das grandes produtoras, que de pouco em pouco,
foram agregando essa forma de receita em suas grandes produções.
Enquanto essas transações ficaram restritas a parte cosmética do game,
tudo ia bem, afinal, desde que não afete a experiência do jogo como um todo,
compra quem quiser ter um personagem, veiculo, ou armas personalizadas. Mas
tivemos dois exemplos bem recentes de jogos AAA, que foram duramente criticados
por abusar dessa ferramenta.
O primeiro deles foi Shadow of War, a tão aguardada sequência de Shadow
of Mordor, um excelente game baseado na mitologia de Tolkien. Mas o jogo foi
duramente criticado por restringir os jogadores que quisessem ter acesso ao
final verdadeiro do jogo a duas opções:
Primeira: Passar horas e mais horas jogando e acumulando soldados para o
seu exército.
Segundo: Adquirir (através de dinheiro real) as famigeradas loot boxes,
que fornecem aos jogadores uma baita vantagem in-game.
E apesar de se tratar de um jogo offline e single player, essa atitude
já foi muito malvista pela comunidade. Mas fica ainda pior quando se trata de
jogos que se baseiam no modo multiplayer ou no modo competitivo.
Como exemplos, podemos citar Star Wars Battlefront 2 (EA) e o For Honor
(Ubisoft).
O primeiro foi alvo de uma grande campanha da comunidade e da imprensa
especializada por oferecer vantagens exclusivas através de micro transações.
O segundo, por se tratar de um jogo que a produtora tinha a intenção de
tornar o jogo em um e-sport, foi ainda pior. Bem semelhante ao que aconteceu em
Shadow of War, caso o jogador quisesse desbloquear todo o conteúdo do jogo, ela
podia abandonar o trabalho, família, amigos e algumas horas de sono para se
dedicar exclusivamente ao jogo, ou ele poderia pagar para passar à frente dos
outros competidores.
Sempre fui muito crítico a Bethesda pela forma como ela vem tratando
Skyrim, um dos seus maiores sucessos, e do qual sou muito fã. E minha visão de
uma empresa "mercenária" só aumentou com a criação do Creation Club,
que essencialmente passaria a cobrar por mods que antes eram gratuitos.
Felizmente, a criação do Creation Club parece não ter tido um grande impacto na
comunidade que cria os mods.
Vamos esperar que isso se torne uma nova tendência no mundo dos games.
Fonte:
meialua.gamehall.uol.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário