quinta-feira, 17 de maio de 2018

Bethesda elimina qualquer possibilidade de microtransações em seu novo jogo.


Aproveitando o embalo do primeiro post do blog, no qual eu elogiei a iniciativa do diretor criativo de God of War em não se render ao que já se tornou uma tendência no mercado de games; que é o desmembramento dos jogos para ser vendido em partes, através de DLC's. Principalmente no que diz respeito a história...

Vamos falar de mais uma notícia acerca do assunto que me encheu de esperança.

No mesmo post, citei Skyrim como exemplo do meu primeiro contato com tal prática. 

Pois é, acontece que a produtora do jogo, Bethesda Software, que recentemente anunciou seu mais novo jogo, Rage 2, anunciou também que não vai inserir microtransações na sua atual empreitada.

Microtransações in-game teve sua implementação inicialmente em jogos mobile, como uma forma de gerar renda para os desenvolvedores, uma vez que a maioria dos jogos para essa plataforma são distribuídos de forma gratuita, ou por um preço simbólico. O que gerou a prática que ficou conhecida com Pay2Win, onde o jogador que desembolsa grana de verdade tem uma vantagem sobre outros que decidem não fazê-lo.

Mas não demorou muito para que o retorno financeiro gerado por essas transações chamasse a atenção das grandes produtoras, que de pouco em pouco, foram agregando essa forma de receita em suas grandes produções.

Enquanto essas transações ficaram restritas a parte cosmética do game, tudo ia bem, afinal, desde que não afete a experiência do jogo como um todo, compra quem quiser ter um personagem, veiculo, ou armas personalizadas. Mas tivemos dois exemplos bem recentes de jogos AAA, que foram duramente criticados por abusar dessa ferramenta. 

O primeiro deles foi Shadow of War, a tão aguardada sequência de Shadow of Mordor, um excelente game baseado na mitologia de Tolkien. Mas o jogo foi duramente criticado por restringir os jogadores que quisessem ter acesso ao final verdadeiro do jogo a duas opções:

Primeira: Passar horas e mais horas jogando e acumulando soldados para o seu exército.

Segundo: Adquirir (através de dinheiro real) as famigeradas loot boxes, que fornecem aos jogadores uma baita vantagem in-game.

E apesar de se tratar de um jogo offline e single player, essa atitude já foi muito malvista pela comunidade. Mas fica ainda pior quando se trata de jogos que se baseiam no modo multiplayer ou no modo competitivo.

Como exemplos, podemos citar Star Wars Battlefront 2 (EA) e o For Honor (Ubisoft).

O primeiro foi alvo de uma grande campanha da comunidade e da imprensa especializada por oferecer vantagens exclusivas através de micro transações.

O segundo, por se tratar de um jogo que a produtora tinha a intenção de tornar o jogo em um e-sport, foi ainda pior. Bem semelhante ao que aconteceu em Shadow of War, caso o jogador quisesse desbloquear todo o conteúdo do jogo, ela podia abandonar o trabalho, família, amigos e algumas horas de sono para se dedicar exclusivamente ao jogo, ou ele poderia pagar para passar à frente dos outros competidores.

Sempre fui muito crítico a Bethesda pela forma como ela vem tratando Skyrim, um dos seus maiores sucessos, e do qual sou muito fã. E minha visão de uma empresa "mercenária" só aumentou com a criação do Creation Club, que essencialmente passaria a cobrar por mods que antes eram gratuitos. Felizmente, a criação do Creation Club parece não ter tido um grande impacto na comunidade que cria os mods.

Vamos esperar que isso se torne uma nova tendência no mundo dos games.


Fonte:
meialua.gamehall.uol.com.br



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